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Blog by Dani
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terça-feira, 29 de abril de 2008 Falando das más notíciasTanto do que se falar e eu sem escrever no blog, vê se pode. Lá vou eu, então, fazer algo de bão: comentar más notícias :Þ1. Ronaldo, o fenômeno gay Legenda: Kali Tem essa agora do Ronaldinho, um "exemplo de homem", como diz o Galvão Bueno. Se deu mal. Literalmente. Queimou o filme legal. Já era. Agora, vai morrer como veado, não tem mais jeito. Decadência total. Para quem chegou a se casar no Castelo de Chantilly... O outro Ronaldinho, o gaúcho, também parou de jogar bola faz tempo. Não sei o que anda fazendo por aí... Fodam-se. Não é problema meu. Além disso, tenho que falar de outras notícias :) Já comentei aqui, mas acho que as pessoas não entenderam bem o que eu quis dizer. Acontece o seguinte, dois pontos. A maior parte da motivação dos crimes é de natureza patrimonial. Ponto. Está bem claro, a meu ver, que os assassinos de Isabella Nardoni são o pai, Alexandre Nardoni, e Anna Carolina Jatobá - que nunca foi madrasta da menina, já que Isabella tinha mãe viva. Era a esposa do pai, só isso. Assassinos, não apenas pelas provas colhidas até agora, que vão sempre em direção aos dois, mas também pela absoluta falta de vestígios de um terceiro elemento na cena do crime - tirando o demônio, claro - e da total falta de consistência da versão apresentada pelo casal. Além disso, o fato de se negarem a participar da reconstituição é, para mim, a maior evidência de que são culpados. Se você fosse acusado injustamente de cometer um crime não irir querer provar sua inocência? Tem também o pai e a irmã de Alexandre Nardoni, Antônio e Cristiane Nardoni, que tentam acobertar o casal. Uma coisa é defender o filho e irmão, outra bem diferente é tentar ocultar crime e criminosos. Falando em ocultar um crime, o arremesso da filha foi uma tentativa de mascarar o verdadeiro crime, ao que tudo indica. Claro que Alexandre Nardoni jamais vai confessar porque, se ele chegou a jogar a própria filha para esconder a agressão mortal contra ela, porque iria revelá-la agora? Quando eu disse que o crime se resumia ao fato de o pai não ter como sustentar três filhos e por isso matou um, talvez tenha sido simplista demais. Claro que existem outros fatores, mas acho que o essencial é esse mesmo. Vão dizer - como disse o leitor Cezar Lopes nos comentários - que os dois, o pai e Anna Carolina Jatobá vêm de famílias bem resolvidas financeiramente. Não é bem assim, meus caros. O fato de uma família ter um apartamento próprio e um carro não quer dizer absolutamente nada em se falando de "estruturação financeira familiar". Fala sério. Isso representa muito pouco para um casal que tem que manter, por longos anos e sob um determinado nível sócio-econômico, dois filhos legítimos fora os gastos com pensão de uma menina de outro casamento, como era o caso. Não sei em quê essa Jatobá trabalha, qual sua renda, mas pelo visto não trabalha. Sei que estudava Direito com o marido, que não aprendeu nada no curso, como é notório. Um cara que até hoje é sustentado pelo pai, que se diz "consultor jurídico" depois de fazer três provas na OAB sem passar sequer da primeira fase e ainda dar entrevista sem conseguir se expressar corretamente em português ("nós se divertimos muito"), não tem condições de garantir o futuro que os filhos exigem, não é? Mas isso não impediu gerá-los. Não é só a classe baixa que gera os filhos que não pode ter. A classe do meio também. Daí vem o desequilíbrio emocional com todas as trágicas consequências. É o que penso. Mesmo o pai, que, em vez de exigir dedicação do filho aos estudos, preferiu presenteá-lo com motos, grana e apartamento, não aparenta uma condição financeira tão superlativa assim. Advogado tributarista. Ricos são os empresários que ele defende. Do embate judicial da Fazenda Nacional contra a sonegação de impostos é que vem seu ganho em forma de honorários advocatícios. Hoje a classe média vive de aparências. O arroto de caviar vem do repolho que compram no supermercado da esquina. Uma coisa interessante nessa história: a parafernália eletrônica da classe média para dar segurança e vigiar os pobres acabou sendo útil para fisgar os próprios deliqüentes da classe média. É o caso do rastreador do carro, câmaras de circuito interno, celulares... essas coisas. Do ponto de vista econômico, a morte de Isabella interessava diretamente aos dois. As circunstâncias da morte acabou mostrando com exatidão cristalina a intenção inconsciente de o casal se livrar de um peso. De jogar pela janela esse peso, para ser mais exato. Tem também a incompetência da polícia, que só foi lacrar o apartamento três dias depois da ocorrência. Fala sério. Não é bem incompetência. É que nossa polícia é voltada para os pobres, preparada para combater e desvendar crime de pobres. Quando o crime é cometido em local mais asseado e por bandidos com um pouco mais de dinheiro e com advogado na família, a coisa muda de figura. Eles ficam meios perdidos. Se esse negócio tivesse acontecido num bairro de baixa renda, eles já tinham descido o cacete nos dois e ninguém estaria mais falando nisso. O mais engraçado de tudo isso é a Rede Globo, com seus ernestos palhas e césares tralhas, acusarem as pessoas simples de aproveitarem o fato para aparecer ou ganhar um dinheirinho, como o vendedor de pipoca. É muita falta de vergonha para uma emissora de televisão. Depois falo outras coisas.
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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