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Blog by Dani
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domingo, 16 de outubro de 2005 Comércio de armas: O significado do Não e a relação entre um revólver e a bomba atômica - pra fechar Tá, tá bom. Só mais um post sobre o referendo. O último, prometo. Antes que eu leve um tiro do pessoal do Não. Os mais importantes argumentos do NÃO se transformam em piadas quando confrontados com a realidade brasileira: Eles acreditam sinceramente que os bandidos vão sair correndo se souberem que você está na posse de uma arma hahahaha. Eles não sabem, ou não querem saber, que armas e bandidos se atraem, que bandidos adoram assaltar empresas só para pegar a arma do vigia (que dirá de um cidadão "honesto" - falar nisso, onde é mesmo que se tira carteira de honestidade, como bem alertou Ana Paula Podrão?); fingem não acreditar que bandido vai reagir com muito mais violência se souber que você tem uma arma; que todo bandido quando ataca, o faz sempre com a hipótese de que a vítima esteja armada. E se você não acredita, experimente esboçar uma reação quando for assaltado. Não vai dar nem temopo de ver o buraco na testa no espelho. Se os bandidos fossem tão burros quanto o pessoal do NÃO supõe que sejam, todo mundo deveria votar no SIM, pois bastava um adesivo "cuidado que eu tô armado!" para espantar a bandidagem hehe... Eles dizem que impedir a comercialização de armas é cercear o direito do cidadão de se defender. Tá bom. Então o Estado também tem que dar ao cidadão o direito de avançar o sinal vermelho, pois tal proibição impede a liberdade de ir e vir, claro. Bem, o NÃO deve ganhar. DISPARADO! E a conclusão que tiro desse previsível resultado é o que segue. Anotem aí os atrasados em História e Sociologia, em letras garrafais, que é pra não dizer "eu si esquici, professora!" na hora da prova:
A VITÓRIA DO NÃO NO REFERENDO POPULAR CONTRA A COMERCIALIZAÇÃO DE ARMAS E MUNIÇÕES REPRESENTA O TOTAL FRACASSO DO ESTADO BURGUÊS EM PROTEGER A VIDA DO CIDADÃO E GARANTIR SUA SEGURANÇA, FUNÇÃO PRIMORDIAL ASSUMIDA NO CONTRATO SOCIAL QUE LHE DEU ORIGEM, QUANDO OS CIDADÃOS ABRIRAM MÃO DO USO DAS ARMAS EM FAVOR DO USO DA FORÇA PELO ESTADO E DA PROTEÇÃO INDIVIDUAL EM FAVOR DA PROTEÇÃO DE TODOS. REPRESENTA O RECONHECIMENTO DO CIDADÃO BRASILEIRO DE TAL FRACASSO E, AO MESMO TEMPO, A FUGA PARA UMA SAÍDA INDIVIDUALISTA E DESESPERADA DIANTE DA VIOLÊNCIA QUE ASSOLA UM PAÍS MARCADO POR UM DOS MAIS INTENSOS E VERGONHOSOS SISTEMAS DE EXPLORAÇÃO HUMANA DO PLANETA, QUE LEVOU A UM QUADRO DE MISÉRIA E APARTHEID SOCIAL SEM PRECEDENTES, AS VERDADEIRAS FONTE SDE TODA VIOLÊNCIA EXISTENTE HOJE NO SOLO BRASILEIRO, TÃO MANCHADO DE SANGUE. Para finalizar, quero dizer que, por questão de lógica e coerência, o pessoal do NÃO deve também ser favorável ao direito de uma nação possuir armas nucleares, pois não faz sentido a preocupação com a defesa individual e isolada se o país também não puder se defender de um povo inimigo, pois as atrocidades que um marginal pode causar a uma família não é nada diante das atrocidades que um exécito inimigo possa fazer ao povo de um país invadido. E hoje, pela estágio armamentista do mundo e pela lógica capitalista, não se pode falar em defesa séria de uma nação contra outra sem o acesso de um país às armas nucleares. Os EUA possuem 12.070 bombas atômicas. 4 mil bastam para destruir o planeta três vezes. Tá bom pra você? Bem, isso não está importando muito pra mim. O que me importa é que daqui a pouco estarei com meus amigos na Praia da Costa jogando futebol de areia. É a mais estreita relação que tenho com as armas. Meus chutes são verdadeiros tiros de canhão. Bom domingo, gente boa.
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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