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Blog by Dani
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terça-feira, 3 de maio de 2005 Ismália e Natália
![]() Ontem, uma notícia triste, dentre tantas notícias tristes do dia-a-dia: uma menina de 17 anos se jogou do 11º andar do prédio onde morava, em Vitória, logo depois de chegar de uma festa, na noite de domingo. Natália, era seu nome. Natália da Costa Davel. O que se passava na cabeça dessa garota? Que valores era tinha como vitais? Ou seria apenas distúrbios psíquicos ou emocionais? Muito pouco para quem deu a vida por eles. Sempre que fico sabendo de uma notícia assim, não deixo de me lembrar de um poema. Talvez o mais belo já escrito. Eu já o publiquei aqui por duas vezes. Ismália, de Alphonsus de Guimaraens. Se você ainda não o leu, leia-o aqui. Se você já leu, leia-o de novo. Vale a pena ...e a emoção. Natália rima com Ismália. Eu poderia fazer um poema para ela. Até cheguei mesmo a esboçar um ou outro verso, tendo como refência o poema de Guimaraens. Falaria de de sua ânsia em subir ao céu, como Ismália. Falaria de uma disputa ferrenha entre o céu e a Terra por Natália... Falaria do peso insuportável que Natália carregava quando se lançou no espaço... O que fez com que a Terra ganhasse a disputa... Mas o poema não saiu. Morreu. Não alçou seu vôo. Como Natália.
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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