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Blog by Dani
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terça-feira, 10 de agosto de 2004 Correção
Na verdade, não cortei meu próprio cabelo para fazer algo diferente como eu disse no post anterior. Isso não teria sentido. Eu o cortei porque estava comprido e incomodando, isso sim. Acho que se deve buscar um sentido de utilidade às coisas que se faz. O que importa na diferença é a utilidade e alegria que ela pode proporcionar, pois ser diferente só por ser diferente não representa nada de grandioso, pois tudo o que você faz, pela própria natureza das coisas, será diferente em relação a tudo. Basta fazer. Ou simplesmente deixar de fazer, e ainda assim você estará se diferenciando de tudo e de todos. Nada é igual a nada. Tudo se diferencia por si mesmo. Não existem dois grãos de areia iguais. Até uma mesma coisa será diferente dela mesma em momentos distintos. Não se toma banho duas vezes num mesmo rio. Nem as águas do rio nem você serão os mesmos do primeiro banho. As águas que molharam seu corpo anteriormente já não serão as mesmas, nem mesmo você próprio: a cada minuto nascem e morrem milhões de células de seu corpo. Tudo se transforma. De permanente no universo, apenas a eterna mudança. Essa era a forma de pensar de Heráclito, filósofo grego. Carinha bem diferente ele, não? Não usei dois espelhos para aparar meu cabelo, como Priscila pensou. A parte de trás cortei na intuição. Mas ficou bom. Nada de interessante nisso. Interessante foi a brincadeira que fiz comigo mesmo para levar o espelho para o quintal (moro em casa, não em apartamento). O espelho era grande e meio pesado. Então virei o espelho de frente para mim e disse pra minha imagem: "Vamos lá! Agora somos dois!". Então seguramos o espelho e fomos. Ficou mais leve. Maravilha. E aí? além de Lívia, alguém mais ouviu a música que sugeri? Como eu falei, o que mais gosto dela é a entonação que o cantor usou para expressar a fala do filho, ao mesmo tempo exaltada, revoltada e insegura, típica de um jovem que procura a liberdade mas não sabe bem como. Show de bola. Como estão vendo, estou postando com mais freqüência. Vou ver se mantenho esse ritmo. Mas deu para ver também que me enrolo todo quando começo a falar de mim mesmo. Ah, o tigre aí em cima é para mostrar que não existe outro igual :)
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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