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segunda-feira, 31 de março de 2003 O COMENTÁRIO DE LIKA Querida Lika, Tudo bem? Suas observações sobre alguns de meus posts foram tão bem colocadas que não me restou outra alternativa senão respondê-los em um novo post. Antes de mais nada, quero agradecer por sua atitude, pois ela mostra a importância que minhas opiniões têm pra você, ainda que você discorde delas. Aliás, exatamente por isso. Um gesto muito sincero de sua parte, coisa que não me surpreende, pelo que te conheço. Além disso, suas críticas me permitem esclarecer alguns pontos sobre o que escrevi e que um post, talvez por ser um espaço um pouco restrito para opiniões mais completas, acabam comprometendo a idéia de quem escreveu ou o entendimento de quem leu. Vamos lá. Quanto à frase "para conhecer o caráter dos pais, observe o comportamento dos filhos", que escrevi no post (IN)FELIZ ANIVERSÁRIO!, não quis com ela dizer que o caráter de uma pessoa é formada exclusiva e inteiramente pelo caráter dos pais. Me referi especialmente aos filhos menores, onde a participação dos pais têm um peso fundamental. Claro que pais generosos e pacatos podem dar origem a filhos infernais, ou o inverso. A personalidade das pessoas é formada por uma série de fatores e não apenas pelo caráter dos pais, incluindo aí até fatores biológicos, mas negar que a primeira formação recebida pelo ser humano não o marca para o resto de sua vida é contrariar as principais teorias psico-sociológicas sobre o assunto (e antropológicas, sei lá :). Veja o caso da Suzane Richthofen. Não vamos, óbvio, culpar seus pais pela personalidade dela. No caso, a companhia é que explica. Aí, sim, você consegue ver claramente no caráter e no comportamento dos dois bandidos o caráter do pai deles. Para mim, um calhorda ainda maior. "Eu acho que cada um é como ele próprio se propôs a ser, com uma ajuda, um conselho ou um exemplo dos pais, isso sim, mas ele é o que é, pelo simples fato de ser um ser independente, que cortou o cordão umbilical ao nascer e se fez por suas próprias convicções e metas de vida." Lika, essa sua frase não pode ter um valor absoluto, pois toda influência dos pais sobre os filhos seria completamente inútil e eles estariam perdendo um bom tempo de suas vidas tentando educá-los, não é? Quanto à algazarra das crianças, não serei eu a condená-la, Lika. Claro que não. Concordo inteiramente com você. Seria uma estupidez sem tamanho tolher essa característica essencial da criançada. Mas mesmo as algazarras têm hora e lugar nesse mundo de Deus. Uma coisa é a alegria, a descontração e a agitação próprias das crianças e que lhe caem tão bem. Outra, bem diferente, é a falta de educação num momento social e que exprime, na verdade, uma educação perversa recebida dos pais, no sentido de tornar seu pimpolho uma criança competitiva, impertinente, para que ela não "se deixe ser passada para trás" pelas demais crianças. Isso fica patente numa festa de aniversário. É só observar. Essa foi minha crítica. Nem preciso dizer que adoro as crianças. Basta ver aí ao lado os cartões e a própria imagem do blog. Talvez seja preciso dizer que elas também me adoram, pelo menos as que me conhecem. A expressão "saudades de Herodes" que usei, foi para realçar a repulsa que determinados comportamentos de determinadas crianças provocam nas pessoas, como falta de educação e respeito. Condenei nas crianças não o que elas têm de infantil, mas o que elas têm de adulto, por obra e graça de seus pais. Lika, o problema dos e-mails que você manda para mim e voltam "sem som" (ou seja, sem resposta minha) ou simplesmente voltam porque minha caixa está lotada, é simples de explicar. Quando critiquei as pessoas que não respondem e-mails (post "O SOM DOS E-MAILS") me referia àqueles e-mails diretamente endereçados ao destinatário, personalizado, contendo, por exemplo, uma pergunta ou uma opinião da qual a pessoa que mandou espera e precisa de uma resposta, como o que eu enviei a uma pessoa perguntando sobre determinado assunto e cuja resposta só fui obter porque eu liguei para ela. Não me referia aos e-mails de lista, enviados a várias pessoas com o mesmo conteúdo. Acho que não teria sentido responder a dez e-mails por dia a uma mesma pessoa, por mais maravilhosos que sejam os e-mails. E os seus são. POR FAVOR NÃO PARE DE ENVIÁ-LOS! Eu os adoro. Já disse isso várias vezes para você. Fora essa situação, acho que nunca deixei de responder a um e-mail seu. Confere? Aí vem a segunda parte de sua reclamação. Se eu gosto de seus e-mails, porque então estão voltando? Simples: Eu não tenho conseguido limpar minha caixa na mesma velocidade com que você manda seus e-mails. Sei muito bem o quanto isso é frustrante, pois também acontece comigo. Mas te prometo que vou me esforçar mais de agora em diante, nem que tenha que pagar um serviço de e-mail que me dê mais espaço no servidor. Só não quero deixar de receber os seus. Me perdoe pelo relapso, mas é que onde trabalho não tenho muita liberdade de cuidar do meus e-mails e, como estudo à noite, nem sempre tenho como descarregá-los quando chego em casa. Obrigado pelos elogios à rádio Kali. Mas você deve agradecer às ilustres pessoas que me visitam. Foi construída por eles. E você pode dar sugestões também, por favor. Assim que der, vou colocar um link permanente para a rádio aqui no blog. Também concordo que ficou legal. Faltou alguma coisa? Claro que faltou. Te mandar um beijo e dizer que é uma honra sem tamanho ter você como amiga. Te adoro. Obrigado pelas críticas.
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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