Acho que meu peixe vai morrer...
Será sempre assim? Quando as pessoas vão, queremos que não...
digo, os peixes.
Pequena impressão de que sentirei falta de limpar o aquário.
Há três anos eu dou comida para o peixe quando acordo.
É a primeira coisa que eu faço. E nunca me esqueci. Nem um dia.
O que vou fazer antes de arrumar a cama e lavar o rosto?
É a minha rotina, acabando aos poucos.
Deveria ser bom...
acho.
(Bavardage, 19/01/2003)
O poema que deixei lá (mudei o título):
SOM CATIVANTE
Quando acordava,
Era sua primeira tarefa.
Nunca se esqueceu.
Nem um único dia,
Nem quando adoeceu.
Nessas horas, dizia:
"A dor é minha,
O alimento é seu."
Agora não sabia o que fazer
Antes de arrumar a cama
E lavar o rosto.
Apoiou-se no encosto.
Se aproximou do aquário sem peixe
E jogou o último resto de comida,
Só para ouvir melhor,
E pela última vez,
O som distante que julgava ouvir
Por três anos, toda vez:
"Como és nobre,
Como és altiva,
Como és responsável
pelo que cativas."
Onde há mais poesia? No post ou no poema? No post da Nanda, óbvio.
Kali.
Gostou, assine.
Não falo de mim, mas do mundo, bem mais importante e interessante. Quiçá, mais bonito :Þ