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Blog by Dani
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domingo, 1 de setembro de 2002 Certas poesias são eternas, como esta, de Augusto dos Anjos: A Árvore da Serra
- As árvores, meu filho, não têm alma!
- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
Caiu aos golpes do machado bronco, Feita numa época (início do século passado) em que Ecologia seria apenas Estudo dos Ecos, se existisse. Puro amor à natureza, ao mundo. E como estamos falando de árvores, algumas frases e textos dignos de nota, colhidos por aí. Para lançar seus galhos ao céu, uma árvore tem que afundar suas raízes no inferno (Ditado chinês)
Fui passear com as árvores, e o resultado é que fiquei mais alto.
Quando eu disse ao caroço de laranja que dentro dele dormia um laranjal inteirinho, ele me olhou estupidamente incrédulo.
Os Carvalhos e Zeus Os carvalhos queixavam-se a Zeus, dizendo: "Em vão nós viemos à vida, visto que, mais do que todas as outras árvores, nós somos expostos a amputações pela violência." Então Zeus respondeu: "Vocês mesmos são os culpados dessa infelicidade; de fato, se vocês não produzíssem os cabos dos machado, e se não servíssem à carpintaria e à agricultura, o machado não lhes abateriam."
Os Lenhadores e o Pinheiro Alguns lenhadores cortavam um pinheiro; e cortavam-no facilmente, graças às cunhas que haviam feito com a madeira do próprio pinheiro. E o pinheiro dizia: "Eu não odeio tanto o machado que me corta quanto as cunhas geradas por mim." E para finalizar este post dominical, outra fábula de Esopo, das que mais gosto: A Leoa e a Raposa Uma leoa era censurada por uma raposa pelo fato de dar à luz um só filhote de cada vez. "Um só", respondeu ela, "porém um leão".
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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