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Blog by Dani
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quarta-feira, 4 de setembro de 2002 Adoro crianças, como se pode ver nesses cartõezinhos aí do lado. Elas me inspiram. Mas a adoração que tenho por elas e a inspiração que me trazem não me impedem de ver o quanto a criançada de hoje anda mal-educada. Tenho uma teoria sobre isso. Primeiramente, é bom definir o que entendo por má-educação. Saca aquela criança já grandinha, mas metida, que acha que é um gênio da humanidade? Aquela mesma, que, sem cerimônia toma o violão da sua mão para tocar uma música da qual não sabe nem a letra, quanto mais a melodia, e quanto mais tocar? E vc tem que deixar pq a mãe está por perto vigiando... Aquela que, num Karaokê, começa a berrar e a mãe diz: "Isso, filho! Lindo!"? Aquela que, quando vc vai fazer qualquer coisa ela toma a sua frente para mostrar como se faz? Ou aquela que em sua casa (e na dela também) se comporta como se estivesse na rua ou num parque de diversões? Aquela criança que ainda longe de despertar a libido, anda o tempo todo excitada, como se tivesse tomado uma overdose de guaraná em pó ou de Red Bull? Crianças sem pudor nenhum. Em uma palavra: criança sem educação. Obviamente, a culpa não é delas, mas dos pais. E aí vem minha tese. Eu penso que hoje os pais não educam as crianças. Adestram-nas. Como cães. Não as estimulam. Incita-as. Como cães. Educar seria incutir nelas determinados valores morais. Eles até que incutem valores, mas valores de disputa, de competição, não de justiça, de solidariedade. Seria exigir muito. Na sociedade atual, funciona a lei do mais forte. Questão de sobrevivência. O filho tem que se sobressair, ser o melhor. Não apenas disputar, mas ganhar. Os pais também não têm muita culpa: muitas vezes inconscientemente, apenas procuram dar ao filho as armas para que ele possa sobreviver na selva de pedra em que se tranformou nossa sociedade. Mas que o guri fica meio parecido como um animal, fica. Se bobear, morde. E o que os pais deixam de ensinar, a vida vai se encarregar de fazê-lo. Ora, se vai. Felizmente, nem todas as crianças são assim. Pelo contrário. A maioria, quero crer, conservam o espírito angelical que o Criador lhes reservou... E que lhe caem tão bem! Dois poemas kálidos, do fundo da minha alma, para sentir e lembrar o sopro leve da candura infantil: Um Novo Ser
Nasceu Juliana,
Os Pés do Sapinho
Era uma vez um sapinho.
O sapinho lavava o pé direito
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Não falo de mim,
nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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