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quarta-feira, 14 de agosto de 2002

Como tem muita coisa pra se falar e não dá pra escolher, só pra estrear, vou falar sobre um livrim cruel, muito cruel: "Quem Mexeu no Meu Queijo?". Toda pessoa desavisada compra esse livreco. E as que não têm senso crítico ficam com ele, achando que compraram algo de importante. Ô dó! “Quem Mexeu no Meu Queijo” oferece uma excelente oportunidade para se refletir sobre a atual conjuntura, sobre a forma subliminar como é reproduzida a ideologia dominante e como somos levados a aceitar as coisas de forma totalmente passiva, sem um mínimo de questionamento. E o livro permite isso não pelo que traz expresso , mas pelo que se pode concluir daquilo que não está por trás de um texto aparentemente inofensivo e muito bonzinho. O livro é bom não pelo que mostra, mas pelo que esconde. Ao contrário do que possa parecer, "Quem Mexeu no Meu Queijo" trata as pessoas como se fossem desprovidas de qualquer senso critico, totalmente alienadas do mundo real. Mostra que você é pequeno, está diante de forças tão desconhecidas quanto imensas e sobre as quais não tem a menor influência. E todas as suas iniciativas para se livrar de estado de coisas adverso se dão sem que se vislumbre qualquer noção de como elas ocorrem. Os personagens que nos representam agem às cegas, no escuro, num labirinto. Buscam a sobrevivência, mas sem a mínima noção de como foram parar numa situação calamitosa e quais as forças que a provocaram. Assim como somos treinados a ver o mundo ao nosso redor. A saída? Se vire, meu amigo! Não é outra mensagem que o livro passa. Também não é à toa que as pessoas ali representadas são ratos e duendes num labirinto escuro e sem saídas. Poderiam ser vermes: não alteraria em nada o conteúdo. Quanta diferença em relação à mensagem de luta e de liberdade de Chaplim em O Grande Ditador: “Não sois máquinas! Homens é que sois!” Tudo se desenvolve sem a menor condição de se saber quem realmente roubou o queijo que mantém vivos aquelas criaturas desprezíveis. Uma força estranha e poderosa. Resta apenas se rastejar pelo labirinto à procura de um outro monte de queijo. A aceitação desse cenário implica em se submeter ao mundo e não procurar tranformá-lo, de depender da boa vontade de um ser desconhecido e poderoso que rouba o nosso queijo e o coloca onde bem entender, sem que nada podemos fazer para impedir isso, a não ser sair procurando-o e sermor responsabilizado por indolência se não o encontrarmos. Qualquer semelhança com a força do dinheiro e do mercado não é mera coincidência. Embora a mensagem aparente do livro seja a de motivar as pessoas a enfrentar e superar desafios, traz em si embutida justamente o contrário: a sujeição e submissão a uma força aparentemente poderosa. De quebra, joga sobre você toda a responsabilidade de não ter conseguido sobreviver a ela. Cruel, muito cruel esse livrim.
Kali.
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Não falo de mim,
mas do mundo,
bem mais importante
e interessante.
Quiçá, mais bonito :Þ

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